3/10/2010





Guimarães (Centro Cultural Vila Flor), de 10 a 14 de Março
Braga (Theatro Circo), 18, 19 e 20 de Março
Famalicão (Casa das Artes), 26 e 27 de Março


O Teatro Oficina, em colaboração com o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, promove este projecto de criação, onde arte e ciência, teatro e tecnologia, se unem para contar uma história, transformando a ficção científica de ontem no modo de representar hoje a realidade.

Três cidades unem-se para contar uma história, onde recorrendo à literatura que construiu a civilização que somos hoje, fazemos um texto novo, que fala exactamente daquilo que nos interessa no teatro, a criação do humano.

Este espectáculo é uma variação sobre a história de Pigmalião e Galateia, contada por Ovídio nas «Metamorfoses»: o escultor solitário e esteta que constrói uma estátua da mulher perfeita, se apaixona por ela, e a vê depois transformada numa mulher real.

Através do mito de Pigmalião é explorada a ideia da «invenção do feminino». Partindo-se de Ovídio, e das várias traduções portuguesas e estrangeiras, fazendo da estátua um programa de computador e da Galateia um holograma. Já com Galateia materializada em pessoa, contesta-se a ideia de «mulher perfeita» perguntando-se porque é que a mulher há-de continuar a ser «inventada» pelo homem, em vez de ter o mesmo grau de realidade do homem. Do lirismo da homenagem ao mito, se caminhará para a crítica e ironia.




Texto: Pedro Mexia
Encenação: Marcos Barbosa
Cenografia: Ricardo Preto
Figurinos: Susana Abreu
Desenho de Luz: Pedro Carvalho
Som e Música: Sérgio Delgado
Elenco: Diana Sá e Emílio Gomes
Espectáculo no âmbito da rede Quadrilátero
Co-financida por QREN, ON-Operação Norte e União Europeia
Produção executiva: Teatro Oficina
Apoio: Centro de Computação Gráfica e Hypercube