Últimos poemas
Peter Reading publicou poesia crua, erudita, zangada e meticulosa. Em 1994, editou uma colectânea chamada Last Poems. Não foram os últimos, houve outros, até Vendange Tardive, vindima tardia, de 2010. Mas eram todos últimos poemas. Reading, socialista insociável, indignado e misantropo, dedicou-se nas últimas duas décadas aos temas apocalípticos, a guerra, o cancro, as catástrofes ambientais, a extinção da espécie. Quando morreu, há dias, um obituário lembrava os Last Poems e dizia que ele andava há vinte anos a escrever poemas «como já se tivesse morrido». E que mal tem isso?

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